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riscos_e_rabiscos

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* Bati com o nariz na porta! *

Segunda feira, pior dia de trabalho da semana. Muita correria de manhã para preparar tudo o que é preciso levar para as aulas. Minutos contados. Almoçar, ir à casa de banho, lavar a dentuça, vestir o casaco, pegar na mala e correr para a paragem de autocarro, Poucos minutos depois chega o autocarro, entro, sento-me e... enjoy the view!

 

A meio do percurso o autocarro vai dar uma volta enorme, quase a metade da cidade. Relembram-me que é por causa da cratera que se abriu numa estrada (e não tem chovido, que fará se tivesse!).

 

Demoro mais tempo a chegar à escola mas ainda me sobram uns minutinhos para engolir um café. Subo a rua, tropeço no alcatrão remendado em frente ao portão da escola e bato com o nariz na porta. Quase literalmente! Quando olho para dentro da escola, vejo um papel na porta de entrada que diz:

Fomos a uma visita de estudo.

Para qualquer assunto contacte 123456789

 

Pensei em duas ou três asneiras. Conforme desço a rua para apanhar o mesmo autocarro que me levou, ligo para a diretora que tem o telemóvel desligado e vai para voice mail. Fantástico! Mando mensagem e conforme teclo penso em mil e uma hipóteses e estranho o facto de nenhuma criança ou auxiliar me ter dito na sexta feira que hoje ia tudo passear.

 

Continuo a aguardar que a mensagem que enviei seja lida e que haja uma resposta minimamente aceitável para o indesculpável.

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* Sabemos que pirámos da batatinha quando... *

Sabemos que pirámos da batatinha quando toca o despertador e nós estamos tão mas tão mas tão baralhadas do sistema que pensamos que é domingo!!!! 

 

Estou mesmo a precisar de férias, ou um feriadinho durante a semana, vá! 

 

(Quem é que já passou por algo parecido, vá, contem-me lá para não me sentir sózinha! )

 

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* Pérolas Infantis #6 *

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Oiço o toque de entrada para a minha última aula e entro na sala com os meus alunos pintainhos atrás.

Depois de todos se terem sentado e acalmado, demos início às rotinas diárias da aula. Uma das rotinas é abrir a lição no caderno - e é um orgulho ver os meus pequeninos fazerem-no brilhantemente em inglês - e de seguida o meu ajudante do dia vai escrevê-la ao quadro. Os garotos adoram fazer isto. Aqueles que terminam primeiro, colocam o dedo no ar e eu vou lá ao lugar corrigir no caderno, colocando um certo e um smile feitos com uma caneta colorida. 

 

Hoje estava (estou) super cansada e com uma uma dor de costas terrível e, por este motivo, em vez de ir às mesas dos miúdos, fiz o contrário, pedi-lhes para vir à minha.

Às tantas vêm até mim duas meninas das mais inteligentes da sala, que são super caladinhas e trabalhadoras. Enquanto corrijo a lição a uma oiço um som do género "próooo". Parei, pensei duas vezes sobre o que teria sido aquilo e depois conclui que a outra menina tinha dado um "pum"!!!

Com uma vontade horrível de explodir a rir, olhei para a menina que não se envergonhou e nem se mostrou perturbada, olhei para os outros colegas que também tinham ouvido e não cairam na risota e encerrei o episódio dizendo "parece que alguém tem as molas frouxas".

 

Tenho a forte suspeita que estes meninos comem feijoada durante todo o fim de semana e na hora da minha aula resolvem presentear-me com estes mimos. Ah pois, é que já é a quarta ou quinta vez... vindas de bilhas de gás diferentes!

* Já excedi o limite."

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Há dois dias que sou bombardeada com mensagens completamente desconexas. Têm sido em catadupa, fora e durante as aulas, como se eu não tivesse mais nada que fazer ou em que pensar. Devido ao teor delas e vindas de quem vêm, não posso ser dura e nem mal educada na resposta. Aliás não gosto de o ser em ocasião nenhuma. E por este motivo, quando chego a um limite, prefiro remeter-me ao silêncio. Se continuo a responder, continuo a dar azo a mais mensagens do mesmo teor ou pior.

 

A cereja no topo do bolo chegou esta tarde com uma insinuação forte e inverdadeira implícita. Atingi o limite de resposta permitido pelo meu bom senso e não disse mais nada. Afinal o silêncio também é resposta mas só os inteligentes sabem entender.

* Eu, pecadora, me confesso! *

Confesso que mamei comi meia dúzia de bolachinhas de canela. Quem está de dieta não pode, eu sei, mas já andava a ter pesadelos.

 

E como o quadrado de chocolate nunca mais aparecia, olhei para uns quadradinhos castanhos e a minha mente distorcida pela gula, viu ali os ditos cujos e decidiu imperativamente saciar-se!

 

Resultado? Nem vos conto senão afugentava tudo do blog e quero-vos aqui a fazer-me companhia. Mas que o meu estomago já não aguenta coisas destas, é uma crua verdade!

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